Ela esticou a mão, sem levantar o rosto.
Apertava firmemente o envelopinho, decorado manualmente com recortes de revista e adesivos infantis.
Ele olhou para o envelope. Olhou para ela. Não viu sua face. Olhou para o envelope. Pegou-o.
Fez-se um silêncio por segundos intermináveis.
Ela levantou o rosto. Um sorriso angelical. Os olhos cheios de lágrimas. A cara de menina com um olhar profundo.
Ele retribui o olhar, apesar de não saber ao certo o que estava acontecendo.
A mãe chamou-a.
Ela olhou-o por um último instante. Intenso. Tomou coragem e lhe deu um beijo na bochecha. Um beijo duradouro.
Afastou-se dele e logo, saiu correndo. Antes de entrar no carro, virou-se pela última vez e acenou.
Os pais puseram as malas no bagageiro, colocaram-na no banco traseiro e deram a partida.
Ele, um tanto perplexo com tudo, abriu o envelopinho, e nele, apenas um papelzinho com um desenho de um coração vermelho, feito em giz de cera, e junto também, uma foto dos dois.
Caiu uma lágrima de seu rosto. Fez um breve sorriso das boa lembranças, seguido de um aperto no peito.
Ele não sabia se a veria novamente. Se, quem sabe um dia, viveriam uma paixão. A única coisa que, incoscientemente e verdadeiramente sabia, é que aquilo era amor.
O amor mais puro que se pode existir.
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Chega!
Certo ou Errado.
Quem definiu o que é "certo" ou "errado"?
A mesma sociedade que joga na minha cara o que é ser bonito ou feio???
Porque se for... Prefiro não ouvir... Menosprezo! DESprezo!
É a sociedade burra, que tenta me convencer de que inteligência e conhecimento se mede por diplomas e não por vivência.
E não por experiência.
Realmente, muito mais fácil é, catalogar por certificados em papéis, que por conversas sinceras.
Eu disse catalogar??? É... Infelizmente, chegamos ao ponto de sermos catalogados.
Mas eu não vou ligar para catálogos. Para os catálogos que gritam, me dizendo, que não posso usar camisas azuis com calças laranjas, porque já não combinam.
Que gritam, me dizendo, que para eu ser simpática e estar feliz, é preciso que eu esteja sorrindo.
E nós? Nós nos preocupamos com isso? Colocamos isso como mais um problema dentro do nosso cesto já abarrotado deles?
Quem vai vestir as roupas? Quem vai deixar de falsear o sorriso? Quem não vai aceitar tantas imposições e vai ser diferente de todos, que só querem o comodismo?
EU.
Quem vai dizer-me o que é "certo" ou "errado"?
Eu. E somente eu.
Ah, e desculpe-me sociedade, se a minha atitude não está "correta".
Quem definiu o que é "certo" ou "errado"?
A mesma sociedade que joga na minha cara o que é ser bonito ou feio???
Porque se for... Prefiro não ouvir... Menosprezo! DESprezo!
É a sociedade burra, que tenta me convencer de que inteligência e conhecimento se mede por diplomas e não por vivência.
E não por experiência.
Realmente, muito mais fácil é, catalogar por certificados em papéis, que por conversas sinceras.
Eu disse catalogar??? É... Infelizmente, chegamos ao ponto de sermos catalogados.
Mas eu não vou ligar para catálogos. Para os catálogos que gritam, me dizendo, que não posso usar camisas azuis com calças laranjas, porque já não combinam.
Que gritam, me dizendo, que para eu ser simpática e estar feliz, é preciso que eu esteja sorrindo.
E nós? Nós nos preocupamos com isso? Colocamos isso como mais um problema dentro do nosso cesto já abarrotado deles?
Quem vai vestir as roupas? Quem vai deixar de falsear o sorriso? Quem não vai aceitar tantas imposições e vai ser diferente de todos, que só querem o comodismo?
EU.
Quem vai dizer-me o que é "certo" ou "errado"?
Eu. E somente eu.
Ah, e desculpe-me sociedade, se a minha atitude não está "correta".
domingo, 4 de setembro de 2011
Viva
No fim tudo vai ficar bem. Eu sei que vai.
Porque se hoje há uma tempestade, é para amanhã você dar mais valor ao mesmo sol que havia ontem, mas que você nem tinha percebido.
Porque agora, o que precisamos é viver, encarar de frente os dias que virão, pois todos serão bons E ruins.
Alguns melhores e outros piores, mas tudo que passa, te deixa melhor, te torna maduro, te faz mais forte.
Chore tudo o que puder, até os olhos incharem.
Ria muito, até perder o fôlego.
Viva. Independente de opiniões, de preceitos e cobranças.
Viva tudo. Viva intensamente. Viva o agora
Você não está certo nem errado. Desde que seja você. Desde que você seja. Desde que seja. Seja.
Coração
São lágrimas.
São marcas de um coração aflito. Apertado. Angustiado.
São emoções confusas e difusas.
Confundidas e misturadas.
Tão distantes, mas ao mesmo tempo tão iguais.
Emoções desordenadas, de um coração que busca se entender pela razão.
Mas a razão é algo que já não existe.
E de tanto se perder, de tanto procurar sem achar, o coração ficou sozinho.
Isolado no seu mundo. Um mundo só de lágrimas.
São marcas de um coração aflito. Apertado. Angustiado.
São emoções confusas e difusas.
Confundidas e misturadas.
Tão distantes, mas ao mesmo tempo tão iguais.
Emoções desordenadas, de um coração que busca se entender pela razão.
Mas a razão é algo que já não existe.
E de tanto se perder, de tanto procurar sem achar, o coração ficou sozinho.
Isolado no seu mundo. Um mundo só de lágrimas.
Paixão de um só
Era como se ela não fosse ela.
Como se fosse um fantoche, em que ele era a mão.
E, submissa às suas vontades,
fez-se escrava, fez-se pequena, fez-se paixão não correspondida.
Duro era olhar com um olhar apaixonado para aquele que só lhe via com indiferença.
Mas a vida é ingrata, e a paixão mais ainda.
E mesmo sabendo, e mesmo lutando contra tudo aquilo,
de nada adiantava! Era tudo em vão.
Pois seu coração dizia: SIM!
E quem é que manda no coração?
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