Doze de junho. Só mais um dia no calendário.
Uma data como qualquer outra. Mais um dentre os 365 dias. Um dia que para muitas pessoas em diversas partes do globo não significa nada.
E até mesmo para muitos que se presenteiam não significa nada.
Não adianta se apegar a datas, a imagens, exigências, porque o espírito do dia dos namorados está em viver a paixão, o amor, a atração, o que tiver que ser vivido ou o que você estiver vivendo, da maneira mais intensa, verdadeira.
Você pode; claro, comemorar o dia 12 de junho. Mas não comemore a data - esta até o comércio comemora - comemore a entrega, a união, o respeito, comemore o 'dois'.
Tem muita gente celebrando o 12 de junho, quando; na verdade, não poderia estar celebrando nem 12 de outubro. Faltam os sentimentos sinceros, a maturidade de ser honesto consigo e com o outro, o comprometimento mútuo, o amor recíproco; porém livre.
Dizer que se 'tem' alguém só para poder comemorar, é pequeno, é mesquinho.
Quando você realmente vive, é verdadeiro e sabe disso - porque todos temos muita consciência de tudo o que somos e fazemos - você pode comemorar quantos 12 de junho quiser ao longo do ano. Pode fazer até dos 365 dias, cada um deles um novo Dia dos Namorados.
A questão não são as datas, apesar de as pessoas terem a triste mania de se fixar nelas, nos registros, nas fotos compartilhadas com o mundo, na 'felicidade própria' sempre provada a todos e na felicidade alheia sempre invejada e com o seu fim constantemente ambicionado.
Mas sabe o que é o mais importante?
Viver o 12 de junho da maneira que julgar melhor e, se não tiver uma parceria, viva sozinho, brinde à paixão de você com você mesmo e com a vida. O amor próprio - o que deveríamos fazer todos os dias; no entanto, sempre esquecemos.
Ninguém precisa de data no calendário e nem de um dia especial para publicar a foto da taça de vinho e da mesa de jantar deliciosa, muito menos do buquê de flores e da caixa de bombons pra dizer que ama e que é amado, pra mostrar o quanto tem alguém que se preocupa e alguém para se preocupar.
Não. Se for pra fazer tudo isso só pensando nos outros, esquece! Melhor ficar sozinho do jeito que for, do que viver um filme mentiroso.
Ame a si mesmo. Antes da necessidade de viver um 12 de junho, imponha como necessidade viver um dia seu. Por que o comércio não cria também o "Dia de Si" ou o "Dia do Amor Próprio"?
Ame-se. Dê a você o seu devido valor. Coloque-se, antes de qualquer coisa, como prioridade na SUA vida. Respeite-se. Perceba as tantas qualidades que você tem e não se cobre se estiver "sozinho" e não se cobre se os amores até então não tiverem "dado certo", não se cobre por todas as vivências que hoje chama de "frustrações". Não esqueça que as pessoas ao seu redor lhe vêem de acordo com o que você acredita ser.
O amor é assim. O amor vai, o amor volta. Às vezes fica. Às vezes fica. Às vezes fica. Às vezes vai. Às vezes fica e às vezes vai. E vai, e vai, e vai, e vai e de repente; mais uma vez, fica.
É assim, não existe roteiro, enredo. O que existe são escolhas.
Escolha o melhor jeito de viver a vida. E sabe qual é? O seu. O seu jeito. O seu MELHOR jeito. É o melhor você, o melhor que você pode dar e fazer por si mesmo e por tudo o que está a sua volta.
E aí, depois que você já tiver comemorado você, o seu dia, o seu valor, aí, tudo bem, encare um Dia dos Namorados com todo o seu legítimo significado envolvido.
Mas, por favor, não celebre o simbólico, celebre o real. Não celebre o almejado, celebre o existente. Mesmo que este não lhe satisfaça 100%, mas se for a melhor realidade que você pode ter e construir, então será perfeita. Perfeita PRA VOCÊ. E isso basta.
Se está namorando, casado, apaixonado, não importa, se está de verdade, da forma mais simples e leal, vai lá, vai brindar esse dia especial.
Se você bem sabe o que vive e sabe que é só mais um desses relacionamentos apenas com função estética...Bom, faça o que bem entender, mas saiba que o maior tolo e enganado é você mesmo diante de tudo o que tais escolhas lhe trazem ou lhe trarão.
Entretanto, se está sozinho, nada de se lamentar e sair por aí dizendo "mimimi a noite dos solteiros", "tô sozinho porque quero". Até porque se estivesse de fato não precisava jogar isso na cara de ninguém.
Aproveite pra se curtir e ter esse dia pra você. Como? Como VOCÊ achar melhor, porque quando você passar sozinho e for muito feliz assim, pode ter certeza que você pode passar quantos 12 de junho quiser, na companhia de quem quiser, porque você já se apaixonou pela pessoa mais importante da sua vida: Você.
quarta-feira, 12 de junho de 2013
quinta-feira, 25 de abril de 2013
Reflexo meu
E num dia aparentemente normal, você me apareceu.
Você me apareceu e fez desse dia um marco.
Completamente fora dos planos.
Completamente de repente.
Apareceu e quebrou com todas as minhas expectativas e programações já desesperançosas.
Intenso como o sol.
Rápido como a luz.
Você.
Me surpreendeu.
Me fez sorrir e me fez rir, por me deixar do jeito que deixou.
Me fez lhe querer mais, lhe ver mais.
E por fim, me fez ser insaciável tua. E você, insaciável meu. Como se nunca fosse o bastante.
Como se as horas ao seu lado fossem minutos e os minutos, segundos.
Hoje quero-lhe todos os dias.
Quero que me queira todos os dias.
Quero-lhe mais do que posso ter.
Quero fazê-lo a prova viva de que sempre me enganei sobre o amor.
Você chegou contradizendo tudo o que eu já havia passado e que eu considerava verdade até então.
Me balançou. Em cheiro, em sentimento, em pensamento.
E agora sorrio por ver alguém tão de corpo, tão de alma, tão de envolvimento e felicidade junto comigo.
Mesmos pensamentos. Mesmos desejos. Mesmas vontades. Amor mesmo?
Eu não sei o que será da gente. Não sei o que acontecerá, quanto tempo durará ou o que disso tudo nos sobrará. Não sei nada além do que desejamos. E sei que o que desejamos é forte e se funde.
Sabe, eu demorei pra escrever sobre você. Muitas vezes tive vontade, inspiração, coceira na mão, mas não queria, evitava... Talvez por tentar racionalizar o que, na verdade, nada tem de racional. Talvez pela frustração sempre vinculada às minhas palavras. Talvez pelos vários textos acompanhados de lágrimas. Talvez... Não sei!
Acho que tinha medo de, de alguma forma, pôr fim a algo que desde o começo me pareceu tão verdadeiro.
Mas enfrentei meus medos, seus medos, nossos medos - como você também faria - e escrevi.
Porque, apesar de não saber o que o futuro nos espera e apesar de ter a consciência de que posso estar só me enganando - mais uma vez, como tantas outras - Apesar dessa possibilidade, estou feliz por ver o quanto nos completamos, o quanto a gente se encaixa e se entende tão bem, mesmo sabendo que é cedo...
Porém, estamos vivendo juntos o que há tempos almejava, podendo mergulhar de cabeça, de corpo e alma, sem medo de não ser correspondida, sem medo de não ser levada à sério. Sem medo. Apenas deixando o tempo seguir seu rumo e o coração as suas batidas.
Obrigada por ser o que é, por me proporcionar tudo o que me proporciona, obrigada por ser motivo de um sorriso meu e de um dia mais feliz, por hoje ser parte da minha vida, e em breve talvez até parte de mim. E, principalmente, obrigada por me dar a liberdade de me deixar ser e viver tudo o que eu preciso.
Obrigada pela reciprocidade. E que assim seja, meu reflexo, meu AMOR.
Você me apareceu e fez desse dia um marco.
Completamente fora dos planos.
Completamente de repente.
Apareceu e quebrou com todas as minhas expectativas e programações já desesperançosas.
Intenso como o sol.
Rápido como a luz.
Você.
Me surpreendeu.
Me fez sorrir e me fez rir, por me deixar do jeito que deixou.
Me fez lhe querer mais, lhe ver mais.
E por fim, me fez ser insaciável tua. E você, insaciável meu. Como se nunca fosse o bastante.
Como se as horas ao seu lado fossem minutos e os minutos, segundos.
Hoje quero-lhe todos os dias.
Quero que me queira todos os dias.
Quero-lhe mais do que posso ter.
Quero fazê-lo a prova viva de que sempre me enganei sobre o amor.
Você chegou contradizendo tudo o que eu já havia passado e que eu considerava verdade até então.
Me balançou. Em cheiro, em sentimento, em pensamento.
E agora sorrio por ver alguém tão de corpo, tão de alma, tão de envolvimento e felicidade junto comigo.
Mesmos pensamentos. Mesmos desejos. Mesmas vontades. Amor mesmo?
Eu não sei o que será da gente. Não sei o que acontecerá, quanto tempo durará ou o que disso tudo nos sobrará. Não sei nada além do que desejamos. E sei que o que desejamos é forte e se funde.
Sabe, eu demorei pra escrever sobre você. Muitas vezes tive vontade, inspiração, coceira na mão, mas não queria, evitava... Talvez por tentar racionalizar o que, na verdade, nada tem de racional. Talvez pela frustração sempre vinculada às minhas palavras. Talvez pelos vários textos acompanhados de lágrimas. Talvez... Não sei!
Acho que tinha medo de, de alguma forma, pôr fim a algo que desde o começo me pareceu tão verdadeiro.
Mas enfrentei meus medos, seus medos, nossos medos - como você também faria - e escrevi.
Porque, apesar de não saber o que o futuro nos espera e apesar de ter a consciência de que posso estar só me enganando - mais uma vez, como tantas outras - Apesar dessa possibilidade, estou feliz por ver o quanto nos completamos, o quanto a gente se encaixa e se entende tão bem, mesmo sabendo que é cedo...
Porém, estamos vivendo juntos o que há tempos almejava, podendo mergulhar de cabeça, de corpo e alma, sem medo de não ser correspondida, sem medo de não ser levada à sério. Sem medo. Apenas deixando o tempo seguir seu rumo e o coração as suas batidas.
Obrigada por ser o que é, por me proporcionar tudo o que me proporciona, obrigada por ser motivo de um sorriso meu e de um dia mais feliz, por hoje ser parte da minha vida, e em breve talvez até parte de mim. E, principalmente, obrigada por me dar a liberdade de me deixar ser e viver tudo o que eu preciso.
Obrigada pela reciprocidade. E que assim seja, meu reflexo, meu AMOR.
sexta-feira, 5 de abril de 2013
Dessa vez, não como sempre
E de repente você sumiu. Assim. Desapareceu.
Me deixando à mercê das dúvidas sem respostas.
Esperei-o ainda por um tempo... Até ter a certeza de que você de fato havia enjoado do meu sorriso e estava procurando outro, ou até mesmo outros por aí.
Não entendi e confesso que ainda hoje não sei o que lhe levou a esse distanciamento. Apenas agi como sempre faço: tratei de lhe esquecer, de fingir que você nunca representou qualquer coisa pra mim e de dar continuidade à vida. A vida que ainda esperava por sorrisos meus.
O tempo passou, cumpriu seu papel. Novos dias surgiram. Memórias se apagaram. Pessoas passaram. Uma ficou. Na sua vida.
Um dia soube como você estava e pensei: "Podia ser eu. Não é. Mas ele está feliz."
Apesar da sua rejeição pelo meu sorriso, sempre quis lhe ver bem. E mesmo com tudo que havia em mim, fiquei feliz por lhe ver assim e desejei-lhe ainda mais felicidade.
A vida seguiu.
Até o amanhecer de um dia nublado. Um dia desses que ninguém espera nada. Desses que lhe convidam para dar uma volta e pensar na vida. Naquele dia foi diferente, a vida é que pensou na gente e nos fez esbarrar por aí.
Conversamos. Rimos. Me bateu saudade. Pensei no lugar, ao seu lado, já preenchido e que por algum momento poderia ter sido meu e senti saudades do que poderíamos ser hoje.
Mas não éramos, não seríamos mais e eu tinha plena consciência disso.
Talvez você tivesse sentido parte do que eu senti também... Não sei.
Sei que nosso reencontro me fez bem, mesmo me deixando pensativa e me fazendo sentir-me tão longe de tudo.
Porém; fiz o de sempre. Ri do destino e esqueci. Apenas segui meu caminho.
Mal sabia eu que a vida me ganha em teimosia. E esta fez a gente se aproximar de novo. Fez você voltar tão rápida e inesperadamente como quando desaparecera.
E fez você; por algum motivo, me ligar e me deixar do jeito que deixou.
Trocamos idéias, risos, empatia, atração e lembranças. Malditas lembranças!
Agora você fez vir à tona parte do que um dia já esteve aqui.
Sabe, se você veio até aqui só para matar saudades ou rir de tudo o que já aconteceu, saiba que fracassou e está bem longe de ter feito só isso.
E vou lhe falar, fui sincera quando disse que sou contra enganos, traições e que nunca corro atrás de alguém que sei que não pode; nem por um segundo, ser meu. Juro. Acho isso errado.
Mas você me tirou o sono e a noite e lhe aviso que dessa vez não farei como sempre - pois o sempre jamais me levou ao final que desejava - Dessa vez serei errada. Serei o que condeno.
Já quis lhe ter. Ter com todas as letras, em todos os sentidos. Todavia, pela situação atual, eu entendo que não devo nem lhe desejar. Sei disso; porém, é tarde. Não quero estragar sua felicidade, mas você também não tem o direito de interferir na minha.
Agora eu vou lhe tirar o sono também. Nem que seja por um único dia e nunca mais. Depois de me virar do avesso, você me impôs esse encargo, essa necessidade.
Mas eu tenho respeito e aceito se; pelos seus motivos, você não quiser nem isso. Se você fez o que fez, apenas porque queria se divertir um pouco revivendo um passado.
Eu entendo. De verdade.
Entretanto, se foram essas mesmas as suas razões, suma. Como você bem sabe fazer. Prometo que se for vontade sua, posso repetir o de sempre e esquecer tudo mais uma vez. Você só precisa desaparecer, não dar mais nenhum sinal de vida e prometer não esbarrar comigo em lugar algum; para pôr fim a algo que já começou, mas que ainda está no começo.
Não tente outro acordo. São apenas essas as opções.
Ninguém entra na minha casa sem pedir licença, bagunça meu armário sem nem ao menos pretender usar alguma roupa.
Comigo, ou você vem; mesmo que sem perguntar, e bagunça tudo por um bom motivo, uma boa ocasião ou você aparece, mexe em tudo e eu lhe faço voltar para arrumar cada peça de volta no guarda-roupas.
Você já entrou sem bater, já deixou a bagunça aqui pra mim. Agora, apenas decida se quer algum empréstimo meu ou se vai; ao menos, tentar deixar tudo no lugar que estava.
Me deixando à mercê das dúvidas sem respostas.
Esperei-o ainda por um tempo... Até ter a certeza de que você de fato havia enjoado do meu sorriso e estava procurando outro, ou até mesmo outros por aí.
Não entendi e confesso que ainda hoje não sei o que lhe levou a esse distanciamento. Apenas agi como sempre faço: tratei de lhe esquecer, de fingir que você nunca representou qualquer coisa pra mim e de dar continuidade à vida. A vida que ainda esperava por sorrisos meus.
O tempo passou, cumpriu seu papel. Novos dias surgiram. Memórias se apagaram. Pessoas passaram. Uma ficou. Na sua vida.
Um dia soube como você estava e pensei: "Podia ser eu. Não é. Mas ele está feliz."
Apesar da sua rejeição pelo meu sorriso, sempre quis lhe ver bem. E mesmo com tudo que havia em mim, fiquei feliz por lhe ver assim e desejei-lhe ainda mais felicidade.
A vida seguiu.
Até o amanhecer de um dia nublado. Um dia desses que ninguém espera nada. Desses que lhe convidam para dar uma volta e pensar na vida. Naquele dia foi diferente, a vida é que pensou na gente e nos fez esbarrar por aí.
Conversamos. Rimos. Me bateu saudade. Pensei no lugar, ao seu lado, já preenchido e que por algum momento poderia ter sido meu e senti saudades do que poderíamos ser hoje.
Mas não éramos, não seríamos mais e eu tinha plena consciência disso.
Talvez você tivesse sentido parte do que eu senti também... Não sei.
Sei que nosso reencontro me fez bem, mesmo me deixando pensativa e me fazendo sentir-me tão longe de tudo.
Porém; fiz o de sempre. Ri do destino e esqueci. Apenas segui meu caminho.
Mal sabia eu que a vida me ganha em teimosia. E esta fez a gente se aproximar de novo. Fez você voltar tão rápida e inesperadamente como quando desaparecera.
E fez você; por algum motivo, me ligar e me deixar do jeito que deixou.
Trocamos idéias, risos, empatia, atração e lembranças. Malditas lembranças!
Agora você fez vir à tona parte do que um dia já esteve aqui.
Sabe, se você veio até aqui só para matar saudades ou rir de tudo o que já aconteceu, saiba que fracassou e está bem longe de ter feito só isso.
E vou lhe falar, fui sincera quando disse que sou contra enganos, traições e que nunca corro atrás de alguém que sei que não pode; nem por um segundo, ser meu. Juro. Acho isso errado.
Mas você me tirou o sono e a noite e lhe aviso que dessa vez não farei como sempre - pois o sempre jamais me levou ao final que desejava - Dessa vez serei errada. Serei o que condeno.
Já quis lhe ter. Ter com todas as letras, em todos os sentidos. Todavia, pela situação atual, eu entendo que não devo nem lhe desejar. Sei disso; porém, é tarde. Não quero estragar sua felicidade, mas você também não tem o direito de interferir na minha.
Agora eu vou lhe tirar o sono também. Nem que seja por um único dia e nunca mais. Depois de me virar do avesso, você me impôs esse encargo, essa necessidade.
Mas eu tenho respeito e aceito se; pelos seus motivos, você não quiser nem isso. Se você fez o que fez, apenas porque queria se divertir um pouco revivendo um passado.
Eu entendo. De verdade.
Entretanto, se foram essas mesmas as suas razões, suma. Como você bem sabe fazer. Prometo que se for vontade sua, posso repetir o de sempre e esquecer tudo mais uma vez. Você só precisa desaparecer, não dar mais nenhum sinal de vida e prometer não esbarrar comigo em lugar algum; para pôr fim a algo que já começou, mas que ainda está no começo.
Não tente outro acordo. São apenas essas as opções.
Ninguém entra na minha casa sem pedir licença, bagunça meu armário sem nem ao menos pretender usar alguma roupa.
Comigo, ou você vem; mesmo que sem perguntar, e bagunça tudo por um bom motivo, uma boa ocasião ou você aparece, mexe em tudo e eu lhe faço voltar para arrumar cada peça de volta no guarda-roupas.
Você já entrou sem bater, já deixou a bagunça aqui pra mim. Agora, apenas decida se quer algum empréstimo meu ou se vai; ao menos, tentar deixar tudo no lugar que estava.
terça-feira, 19 de março de 2013
Quadrada
Tô sem paciência.
Sem paciência pra essas diplomacias desmedidas.
Pros carinhos cheios de interesse.
Pros favores pensando na troca.
Pra todas as preocupações e elogios que rotineiramente escondem uma segunda intenção.
Pra essas pessoas sem opinião própria, sem sonhos, sem atitude...
Sem nenhum espírito de reivindicação ou de mudança.
Pra essa gente sempre tão estagnada, tão parada. Sempre na mesma.
Sempre na mesma merda.
Cansei desse mundo de estética, com pessoas tão perfeitas, tão sem problemas ou dias nublados. Com pessoas que parafraseiam Clarisse, mas não sabem nem ao menos rimar um verso ou ritmar um coração.
Tô enjoada dessa falsidade despretensiosa, dessa hipocrisia suja que metralha a todos o tempo todo.
Às vezes nos metralhamos.
De ver todo mundo sempre igual, sempre sem graça, sempre sem nada a acrescentar, sempre pequenos.
Dessa futilidade banal.
Dessa falta de sinceridade.
De nunca se ter coragem para encarar um olhar.
Desses que não se aproximam, que não chegam mais perto... Por uma necessidade, por uma vontade, por nada...
De raramente receber um abraço espontâneo.
Tô de saco cheio de nunca encontrar isso nos lugares que eu ando.
De nunca ver a essência das pessoas. Somente a estética. Sempre a mesma.
De tudo ser planejado, ser pré-programado, ser reprimido.
De ver vidas prontas, com manual de instruções e prazo de validade. Vidas que não podem jamais ter o seu rumo alterado; caso contrário esse alguém não será quadrado, não estará certo.
Como se buscar uma mudança, como se revirar tudo de ponta cabeça e mexer no roteiro fosse um caminho errado e sem volta.
Não aguento mais essa gente fantoche, que anda com tantas máscaras - que parecem tão reais mas são apenas de papelão - e que eu muitas vezes acredito e que também quase sempre me decepciono.
Tô cansada dessa gente, muito quadrada, muito programada e quase nada URgente.
Sem paciência pra essas diplomacias desmedidas.
Pros carinhos cheios de interesse.
Pros favores pensando na troca.
Pra todas as preocupações e elogios que rotineiramente escondem uma segunda intenção.
Pra essas pessoas sem opinião própria, sem sonhos, sem atitude...
Sem nenhum espírito de reivindicação ou de mudança.
Pra essa gente sempre tão estagnada, tão parada. Sempre na mesma.
Sempre na mesma merda.
Cansei desse mundo de estética, com pessoas tão perfeitas, tão sem problemas ou dias nublados. Com pessoas que parafraseiam Clarisse, mas não sabem nem ao menos rimar um verso ou ritmar um coração.
Tô enjoada dessa falsidade despretensiosa, dessa hipocrisia suja que metralha a todos o tempo todo.
Às vezes nos metralhamos.
De ver todo mundo sempre igual, sempre sem graça, sempre sem nada a acrescentar, sempre pequenos.
Dessa futilidade banal.
Dessa falta de sinceridade.
De nunca se ter coragem para encarar um olhar.
Desses que não se aproximam, que não chegam mais perto... Por uma necessidade, por uma vontade, por nada...
De raramente receber um abraço espontâneo.
Tô de saco cheio de nunca encontrar isso nos lugares que eu ando.
De nunca ver a essência das pessoas. Somente a estética. Sempre a mesma.
De tudo ser planejado, ser pré-programado, ser reprimido.
De ver vidas prontas, com manual de instruções e prazo de validade. Vidas que não podem jamais ter o seu rumo alterado; caso contrário esse alguém não será quadrado, não estará certo.
Como se buscar uma mudança, como se revirar tudo de ponta cabeça e mexer no roteiro fosse um caminho errado e sem volta.
Não aguento mais essa gente fantoche, que anda com tantas máscaras - que parecem tão reais mas são apenas de papelão - e que eu muitas vezes acredito e que também quase sempre me decepciono.
Tô cansada dessa gente, muito quadrada, muito programada e quase nada URgente.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Vago
Você. Só você.
A inspiração tá longe.
Você precisa escrever. Precisa esvaziar de alguma forma o que tanto lhe transborda.
Solidão.
Solidão.
Eu deveria ter muitas coisas pra dizer, muitas palavras pra colocar no papel.
Não. Apenas as mesmas coisas. As mesmas idéias, os mesmos pensamentos que sempre me perseguem.
Minha rotina está cheia de novidades. Minha vida deu um giro e não parou no mesmo lugar.
Muito mudou. Fora.
Dentro nada.
Minha rotina está cheia de novidades. Minha vida deu um giro e não parou no mesmo lugar.
Muito mudou. Fora.
Dentro nada.
Dentro continuo o que sempre fui e com as mesmas malditas qualidades, os mesmos ingratos defeitos e o mesmo escasso conhecimento.
Por dentro apenas insisto em me repetir, em me consumir devagar com aquilo que, durante o show é inexistente; mas que, na vida real, de cara lavada, está ali todos os dias.
Vazio.
Sempre há falta.
Não que falte felicidade, não que eu queira me mudar, não que não esteja bom como está.
Sempre há falta.
Não que falte felicidade, não que eu queira me mudar, não que não esteja bom como está.
Está. Mas a falta também está ali. É inevitável.
É a falta que lhe faz parar por um tempo e ficar procurando por alguma resposta.
A falta que lhe joga contra a parede e lhe diz: Anda! Vai ficar aí parado?
A falta que lhe faz querer ouvir uma música triste mesmo quando lá no fundo não há motivos para chorar.
É a falta que lhe faz parar por um tempo e ficar procurando por alguma resposta.
A falta que lhe joga contra a parede e lhe diz: Anda! Vai ficar aí parado?
A falta que lhe faz querer ouvir uma música triste mesmo quando lá no fundo não há motivos para chorar.
A falta que lhe para por um momento e lhe deixa reflexivo.
A que lhe obriga; mesmo sem inspiração, a escrever, a esvaziar de alguma forma o que tanto lhe transborda.
A que lhe obriga; mesmo sem inspiração, a escrever, a esvaziar de alguma forma o que tanto lhe transborda.
Acho que todo mundo tem o seu vazio particular, a sua falta, que vem de vez em quando lhe fazer uma visita de reflexão, de nostalgia, de inspiração, do que você quiser chamar...
Será que no fundo somos mesmo todos tão idênticos?
Medos, anseios, preocupações, sonhos, ilusões... Faltas.
Acredito que sim. Que tudo isso que nos constrói, que nos diferencia tanto pelas nossas semelhanças, nos faz sermos seres perfeitamente errados!
Medos, anseios, preocupações, sonhos, ilusões... Faltas.
Acredito que sim. Que tudo isso que nos constrói, que nos diferencia tanto pelas nossas semelhanças, nos faz sermos seres perfeitamente errados!
Pensamentos, reflexões, mundo paralelo e irreal... Efeitos colaterais das nossas faltas.
Faltam-me as respostas, a clareza, a exatidão, a satisfação, a solução... Jamais faltam-me as faltas.
Eu continuo aqui com esse meu vazio que me preenche por inteira.
Faltam-me as respostas, a clareza, a exatidão, a satisfação, a solução... Jamais faltam-me as faltas.
Eu continuo aqui com esse meu vazio que me preenche por inteira.
Continuo na inércia da falta que me move.
Apenas continuo...
Com tudo o que me falta e me faz ser tão completa.
domingo, 27 de janeiro de 2013
Hoje
As coisas mudam. Sempre. Por mais que a gente não queira - Nesse caso menos - Mas mudam mesmo assim. Mudar é uma exigência natural.
Hoje você está vivo, com plena saúde, amanhã pode nem acordar. Hoje você tem um grupo de amigos com os quais divide segredos e felicidades, amanhã quem poderá lhe tirar de uma cilada é aquela pessoa com quem você nunca fez questão de ser simpático. Aí, nesse momento, você talvez virá a se decepcionar com os velhos e acabará fazendo; ou melhor, redescobrindo quem realmente merece ser chamado de amigo. Hoje, quem muito lhe balança e lhe deixa de pernas bambas pode amanhã não ser mais nada e, aquele que você nunca reparou, pode lhe balançar para sempre.
Tudo é efêmero demais para se querer tempo pra planejar muito, pra se querer ter a opção de escolher entre acordar sorrindo ou de cara feia. O mundo mudará e ele jamais esperará por você.
Acorde pra ser feliz. Sem segunda opção.
Tome coragem: diga, hoje, que ama a todos que merecem e deveriam ouvir constantemente isso. Convide, hoje, para um programa aquela pessoa que você sempre quis conquistar mas sempre ficou receoso; ou então, dê uma chance àquela pessoa legal que está sempre disponível pra você, ou ; até mesmo, corra, hoje, atrás de um antigo amor. Ligue hoje para quem você está com saudades. Brinde ao dia de hoje com os amigos que há tempos não vê. Hoje, dê 'Bom dia' às pessoas na rua. Almoce em um novo restaurante hoje. Desconecte-se das tecnologias só por hoje. Mude, hoje, o corte de cabelo e as roupas. Tire hoje, da sua casa ou da sua vida, tudo o que é lixo ou sem utilidade e dê fim para sempre. Mande mensagem, hoje, àquele amigo que perdeu o contato mas que um dia já foi muito importante. Hoje, compre um presente pra quem você gosta. Hoje vá dar uma caminhada, curtir o dia só e pensar na vida. Faça um novo caminho até o trabalho hoje. Compre ainda hoje algo novo que vai lhe fazer se sentir bem. Mude hoje. Não apenas leia e concorde, pra mudar é preciso tirar a bunda da cadeira. Mude. Agora!
E lembre-se que quanto mais generoso formos com o mundo mais ele será conosco, por isso, aproveite esse minuto para repensar na maneira como anda lidando com a vida e nos rumos que está dando a ela e, quando terminar essa avaliação, mude tudo o que achar preciso.
Não procrastine as mudanças que muito em breve se tornaram obrigatórias. Não imponha, mais uma vez, barreiras à sua própria felicidade. Hoje não! Apenas FAÇA, antes que "Hoje" seja tarde demais.
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Seu paradoxo
Eu sempre ouvia você me aconselhando a não dizer qualquer palavra quando eu não tivesse certeza do seu significado... Pra não correr o risco de falar besteira!
E aí, eu me pergunto: Então por que motivo você insiste em me chamar de amor?
E aí, eu me pergunto: Então por que motivo você insiste em me chamar de amor?
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