Engraçado como as pessoas gostam de fachadas.
De falsos sentimentos e de romances fictícios.
Ficam procurando outdoors para colocar na própria sacada e neles dizer o quanto são felizes, têm dinheiro, conforto e essas porcarias modernas que dizem ter alguma utilidade.
Ficam procurando alto falantes para gritarem ao mundo que são amadas e que têm à quem amar: sejam os milhares de pseudo-amigos ou uma paixão estonteante; e efêmera.
Procuram meios de mostrar o que não são e a vida que não têm.
Como se no fim de tudo o importante fosse morrer com aquele alguém com quem você passou anos e anos cumprimentando por educação e aturando por comodismo.
Me desculpe a frieza, mas prefiro morrer sozinha! Aliás; sozinha não, junto das lembranças. Lembranças das velhas amizades, dos dias de sol, das broncas dos pais, das vezes que aprontei, das brincadeiras que dividi, dos risos que troquei, das pessoas que marquei, dos amores que guardei. Ao lembrar de tudo isso, o sorriso e a saudade serão inevitáveis.
Sabe qual a única coisa de que precisamos para termos sucesso e sermos felizes? Estarmos vivos. Apenas. O resto é tudo uma questão de imaginação e vontade de viver.
Observe mais as crianças. Brinque mais com elas, use-as como um exemplo a ser seguido e você verá que sempre buscou as coisas simples pelo caminho mais difícil.
A verdadeira felicidade está na sutileza dos momentos. E tal sutileza só é capaz de tocar àqueles que estão desprevenidos. Os que se preocupam em encontrá-la; jamais acharão-na, estão ocupados demais para isso.
Agora vai, vai dar uma volta lá fora, respirar um ar puro, olhar alguma natureza, cumprimentar o sol ou apenas pensar na vida. Vai! Tira as marcas de tensão do rosto e vai ver a vida de uma forma mais leve.
Pare de procurar a plenitude em livros de autoajuda. Há uma menininha lá no balanço da praça te esperando pra contar a fórmula de tudo que você sempre ambicionou. E olha que a menininha; felizmente, ainda só aprendeu ler os conselhos do coração
domingo, 9 de setembro de 2012
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Jogo Limpo
Foi por ver teu sorriso acompanhado que tomei a decisão de me afastar.
Não me afastar por completo; é claro, isso seria impossível para mim. Mas me afastar do rumo a que estou dando as coisas.
Me afastar dessa turbulência. Não sei viver com ela e uma vez dentro, não sei sair de nenhuma forma que não seja perdendo o controle da aeronave e colidindo com o solo.
E foi por ver teu sorriso acompanhado que me dei conta da minha real insignificância e impotência.
Não é a primeira vez. Já sei como funcionam as regras e quem sempre sai perdendo.
E de fato não é época para se ter o sangue frio do blefe em apostas milionárias. Mesmo eu gostando do risco, mesmo eu sendo obcecada pela adrenalina.
Já conheço a mesa e os adversários e preciso alertar à mim mesma que é hora de jogar com sabedoria e ciente do quanto demorei pra ter minhas fichas de volta e que não devo entrar na mesma dívida mais uma vez.
Que se danem os sentimentos! Nunca me mostraram bons argumentos ou motivos razoáveis para dar-lhes credibilidade. Muito pelo contrário.
Está tomada minha decisão e você não me levará à falência. Não desta vez.
Agora preciso me afastar, me afastar enquanto é tempo. Mas sem abandonar a mesa.
Mesmo porque estou longe de me recuperar do vício.
É necessário apenas que eu tenha os pés no chão e a consciência de que você ainda é o dono do cassino.
Não me afastar por completo; é claro, isso seria impossível para mim. Mas me afastar do rumo a que estou dando as coisas.
Me afastar dessa turbulência. Não sei viver com ela e uma vez dentro, não sei sair de nenhuma forma que não seja perdendo o controle da aeronave e colidindo com o solo.
E foi por ver teu sorriso acompanhado que me dei conta da minha real insignificância e impotência.
Não é a primeira vez. Já sei como funcionam as regras e quem sempre sai perdendo.
E de fato não é época para se ter o sangue frio do blefe em apostas milionárias. Mesmo eu gostando do risco, mesmo eu sendo obcecada pela adrenalina.
Já conheço a mesa e os adversários e preciso alertar à mim mesma que é hora de jogar com sabedoria e ciente do quanto demorei pra ter minhas fichas de volta e que não devo entrar na mesma dívida mais uma vez.
Que se danem os sentimentos! Nunca me mostraram bons argumentos ou motivos razoáveis para dar-lhes credibilidade. Muito pelo contrário.
Está tomada minha decisão e você não me levará à falência. Não desta vez.
Agora preciso me afastar, me afastar enquanto é tempo. Mas sem abandonar a mesa.
Mesmo porque estou longe de me recuperar do vício.
É necessário apenas que eu tenha os pés no chão e a consciência de que você ainda é o dono do cassino.
sexta-feira, 29 de junho de 2012
Palpitações
Acredito que todo mundo já se apaixonou um dia. Se não, ainda se apaixonará.
A paixão é um dos mais belos espetáculos já inventados, onde todos têm o direito de serem protagonistas e fazer da própria vida, o palco.
Me arriscaria também a dizer, que a felicidade e a tristeza de um apaixonado sejam talvez as mais intensas e também por vezes, as mais efêmeras.
Poros arrepiados, friozinho na barriga, sorriso espontâneo e sem motivos. O poder de sonhar de olhos abertos. Miscelânea de sensações. Do nervosismo gostoso até a saudade aniquiladora. Como é lindo estar apaixonado!
E como é lindo o sofrimento do amante apaixonado!
Diria inclusive, que a tristeza deste é mais poética que a sua felicidade.
Amor e admiração que não se sente. Se vive. E se vive sem esperar nada em troca. Sem muitas oportunidades de escolha e submisso dependente do coração, você se faz amante. E só o deseja bem.
Mas se você vir a se colocar no "fundo do poço" por um amor, se você receber um daqueles nocautes no peito, que deixam como marcas as lágrimas no rosto, apenas adicione esta data àqueles "dias ruins", que passam rápido, assim como o tempo. O mesmo tempo que te faz encantar-se e depois te cura as feridas do encantado findado.
Mas o grande barato disso tudo é poder se apaixonar e se "desapaixonar" quantas vezes for preciso e o tempo permitir. E assim, recomeçar o ciclo, nutrindo por outro alguém sentimentos fortes, quem sabe até, arrebatadores. Sentimentos esses, que sob efeito de nenhuma droga te aflorariam tanto os sentidos quanto o ecstasy da Paixão.
Esteja preparado para o próximo nocaute. Não negue-o. Viva a melancolia, mas sem se deixar abater por completo. Tenha em mente, que se hoje a única consequência que o amor te traz é o choro, amanhã poderá ser o sorriso.
A paixão é um dos mais belos espetáculos já inventados, onde todos têm o direito de serem protagonistas e fazer da própria vida, o palco.
Me arriscaria também a dizer, que a felicidade e a tristeza de um apaixonado sejam talvez as mais intensas e também por vezes, as mais efêmeras.
Poros arrepiados, friozinho na barriga, sorriso espontâneo e sem motivos. O poder de sonhar de olhos abertos. Miscelânea de sensações. Do nervosismo gostoso até a saudade aniquiladora. Como é lindo estar apaixonado!
E como é lindo o sofrimento do amante apaixonado!
Diria inclusive, que a tristeza deste é mais poética que a sua felicidade.
Amor e admiração que não se sente. Se vive. E se vive sem esperar nada em troca. Sem muitas oportunidades de escolha e submisso dependente do coração, você se faz amante. E só o deseja bem.
Mas se você vir a se colocar no "fundo do poço" por um amor, se você receber um daqueles nocautes no peito, que deixam como marcas as lágrimas no rosto, apenas adicione esta data àqueles "dias ruins", que passam rápido, assim como o tempo. O mesmo tempo que te faz encantar-se e depois te cura as feridas do encantado findado.
Mas o grande barato disso tudo é poder se apaixonar e se "desapaixonar" quantas vezes for preciso e o tempo permitir. E assim, recomeçar o ciclo, nutrindo por outro alguém sentimentos fortes, quem sabe até, arrebatadores. Sentimentos esses, que sob efeito de nenhuma droga te aflorariam tanto os sentidos quanto o ecstasy da Paixão.
Esteja preparado para o próximo nocaute. Não negue-o. Viva a melancolia, mas sem se deixar abater por completo. Tenha em mente, que se hoje a única consequência que o amor te traz é o choro, amanhã poderá ser o sorriso.
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Eu, de cabeça para baixo
Desconheço os motivos que te levaram a agir assim.
Talvez você quisesse mesmo revirar-me do avesso...
Talvez você quisesse mesmo me ter amarrada a você...
Desconheço os motivos que te levaram a agir assim.
Quando dei por mim, já estava atada.
E em pouco tempo, você já havia até pendurado-me no teto.
Eu, de cabeça para baixo. Presa pelos pés.
E você ficou ali, olhando debochado para mim e dizendo: "Vamos! Não vai sair daí?"
E eu, ingênua de ti e querendo ainda não te magoar, te peço com um simples olhar que tire-me dali.
Mas você não consegue me ouvir e muito menos ver o meu sofrimento...
Desconheço os motivos que te levaram a agir assim.
Talvez no seu mundo seja normal ver as pessoas na mesma situação em que eu me encontro agora...
Ou talvez quem sabe, você já tenha sido por muitas vezes amarrado de ponta cabeça também...
Desconheço os motivos que te levaram a agir assim.
Sei que, sozinha dificilmente conseguirei me desprender daqui. Agora, só me resta a esperança de você perceber meu olhar te pedindo ajuda, antes que a corda arrebente.
domingo, 29 de abril de 2012
Você em meio aos conflitos da minha mente
Te quero. Te quero muito.
Às vezes te vejo em meio à folhas de papel ou rabiscos no meu caderno.
Te enxergo pelos lugares que passo.
Me pego distraída por tua causa.
Te materializo aqui do meu lado. Por vezes você realmente está aqui.
Tão perto e tão distante.
Te toco e não te tenho.
Te tenho, mas nunca por inteiro. Nunca como eu quero.
Você também me quer.
Te tenho ciumes. Você também.
Te tenho em delírios. Você também.
Mas me privo de ser feliz.
A gente nunca está "pronto", não é mesmo?
Nunca estamos bem o suficiente, ou somos bons o bastante.
E não me permito te ter agora.
Como se eu sorrisse ao me ver chorando por ti.
Como se eu estive num castigo imposto por mim mesma.
E se por um instante qualquer te sinto fora de mim, sinto o frio na barriga e o medo de te perder, de fazer nosso amor ficar só em pensamento, fico aflita, com o coração na boca. E volto a me perguntar; por que eu não posso? Por que esperar?
Nem sei dizer ao certo...
Mas sou muito teimosa comigo mesma. E os motivos que nos afastam, são pra mim - mesmo sabendo não - mais fortes que os motivos que me levam a ti.
E vou continuar adiando... E vou continuar nessa angustia interminável...
"Agora não!"
Mas, apesar da incerteza do futuro, tenho em mim a garantia de um talvez. E SEI que ainda te terei de corpo inteiro, de alma. Ainda te direi "Amor", com o sentido mais profundo que a palavra pode ter. Ainda te terei como sempre te tive nos meus pensamentos, mesmo sem você nem saber que era meu.
Às vezes te vejo em meio à folhas de papel ou rabiscos no meu caderno.
Te enxergo pelos lugares que passo.
Me pego distraída por tua causa.
Te materializo aqui do meu lado. Por vezes você realmente está aqui.
Tão perto e tão distante.
Te toco e não te tenho.
Te tenho, mas nunca por inteiro. Nunca como eu quero.
Você também me quer.
Te tenho ciumes. Você também.
Te tenho em delírios. Você também.
Mas me privo de ser feliz.
A gente nunca está "pronto", não é mesmo?
Nunca estamos bem o suficiente, ou somos bons o bastante.
E não me permito te ter agora.
Como se eu sorrisse ao me ver chorando por ti.
Como se eu estive num castigo imposto por mim mesma.
E se por um instante qualquer te sinto fora de mim, sinto o frio na barriga e o medo de te perder, de fazer nosso amor ficar só em pensamento, fico aflita, com o coração na boca. E volto a me perguntar; por que eu não posso? Por que esperar?
Nem sei dizer ao certo...
Mas sou muito teimosa comigo mesma. E os motivos que nos afastam, são pra mim - mesmo sabendo não - mais fortes que os motivos que me levam a ti.
E vou continuar adiando... E vou continuar nessa angustia interminável...
"Agora não!"
Mas, apesar da incerteza do futuro, tenho em mim a garantia de um talvez. E SEI que ainda te terei de corpo inteiro, de alma. Ainda te direi "Amor", com o sentido mais profundo que a palavra pode ter. Ainda te terei como sempre te tive nos meus pensamentos, mesmo sem você nem saber que era meu.
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Dois amores vistos por mim
Sempre acreditei em amor à primeira vista.
Apesar de nunca ter vivido um e, mesmo com a minha armadura de garota bem resolvida, no fundo, bem fundo, sempre fui menina que espera na janela seu príncipe encantado. E você sabe bem.
No dia em que te vi, deixei de acreditar em amor à primeira.
Passei a viver um.
E como que em câmera lenta, vi seu rosto e seus olhos encontrarem os meus.
Não apenas vi. Senti.
E não apenas os olhos. O corpo inteiro.
Pernas tremendo, mãos suando e coração saindo pela boca, parecem irreais... Até o dia em que este é você.
Era eu.
Eu me vendo te olhar com cara de boba, enquanto você vinha na minha direção.
De repente, já estávamos frente a frente.
Éramos corpo e corpo. Uma única pulsação.
Qualquer música se tornaria um pequeno silêncio, perto do turbilhão que se fazia dentro do meu peito.
E você podia escutá-lo. VOCÊ podia.
E como num filme, pausado pelo telespectador, naquele momento tudo parou. VOCÊ me parou.
Triste dizer isso, mas às vezes tenho a sensação de que perdi o controle do meu próprio filme e que até hoje ele continua pausado.
Porque desde aquele segundo. Daquele primeiro segundo. Daquele olho no olho. Daquela anestesia geral que você me aplicou, sem pensar em qualquer efeito colateral que poderia me causar.
Desde então, minha vida mudou.
Mudou demais.
Acredite...
Ironias do destino. Taí outra coisa que a vida me mostrou ser verdade.
O nosso encontro e nosso tantos desencontros. Nossos acertos e distanciamentos. Nosso amor sempre proibido...
Quantas ironias do destino! Quantas lembranças...
Pra ser sincera, talvez o seu "não", fosse pra mim, menos doloroso que o seu "um dia". Porque o tempo passa, mas a esperança fica.
E dói demais. E você não sabe o quanto, quando ouço o seu "Eu te amo", sabendo que é um eu te amo de longe. Sabendo que é um "Eu te amo, mas não posso".
E ainda assim, mesmo com todas as nossas barreiras, continuo eu, como a menina da janela, te admirando de longe. E invejando todas as meninas que podem passar por você e te ver mais de perto.
E assim, te tenho do meu lado... Apenas em sonho. Sonho cruel.
Que me perturba.
Me perturba, como as noites. Todas as noites.
Em que, por mais que eu finja que tudo está bem e, por mais que eu tente me enganar dizendo que tudo já passou e que não te quero mais.
Mas nada adianta, porque os ventos que sopram na escuridão nunca amaram, e riem do meu sofrimento quando trazem à minha porta tuas lembranças.
Teu sorriso. Teu cheiro. Tua voz...
Como que debochando da minha fraqueza.
Me jogando na cara, que meu maior erro foi ter feito de mim e você, um só.
Quando você já sabia, mesmo que inconscientemente, que não seria possível existir um " a gente" sem distância. Sem sofrimento.
E sim, eu perdi um pedaço de mim, no momento em que me fiz "nós dois"
Boba eu.
Boba eu, com você do meu lado.
Boba eu, com você me fazendo as suas promessas impossíveis.
Boba eu, com seu amor, que não é meu.
Boba.
Mas como diz o ditado, "Quando a paixão entra pela porta, a razão sai pela janela".
E aí, eu continuo ali, feito boba, olhando a chuva que cai nas malditas noites vazias. Contando os segundos em eu vou sentir os teus braços me envolvendo, teu calor e teu beijo no pescoço. Teu corpo inteiro, pra me defender do meu medo do escuro.
Pra me tirar da tua ausência eterna.
Pra ouvir tua boca junto do meu ouvido, sussurrando meu nome e me dizendo estou segura, porque VOCÊ está ali.
Nesse momento, serei a mulher mais feliz do mundo.
Triste sonho meu...
Hoje, posso dizer que a 7 meses sinto falta.
Que a 7 meses te quero.
Que nunca vivi tanto amor e tanta dor em tão pouco tempo.
Hoje, já não procuro mais a minha felicidade em outros caras, porque sempre que procuro, procuro também teu sorriso.
Cansei.
Cansei de nunca te encontrar.
Cansei de esperar te ver em qualquer esquina. De deseja que a gente se esbarre por aí. De passar pelos nossos lugares, de ouvir nossas músicas, de lembrar do teu cheiro e saber que é só lembrança.
Cansei de te ter por alguns minutos e nunca mais.
Cansei de chorar pela tua falta.
Cansei de perceber que a minha alegria ou tristeza, já não dependem mais da minha vontade e sim, da sua.
Cansei de saber que as nossas vontades nunca são as mesmas.
Por isso, te olho, seguro o choro, e te sorrio com a cara da melhor garotinha que existe em mim.
Te digo que não quero mais. Que quero te evitar. Que não sinto mais nada.
Mas só meu coração sabe, o quanto é doloroso e sacrificante, te negar, te querendo.
Você implora que eu não vá embora.
Eu me faço de forte... Como sempre.
A gente se separa... Como sempre.
E mais uma vez, sufocamos o amor... Como sempre.
Por quê??? Por que sempre assim? Por que sempre o mais difícil?
Por que a gente não pode passar um dia inteiro juntos, uma noite olhando o céu e as estrelas - pra eu esquecer todas as mágoas que a lua já me trouxe - e sentindo um o outro.
Sendo felizes, só nós dois. Sem dever nada a ninguém. Sem precisar inventar desculpas. Sem mais enganos, sem mais lágrimas, sem mais dor. Só nós dois.
Por que não posso te visitar e te fazer uma surpresa de namorada?
Por que não posso olhar no abismo do teus olhos e me ver lá. Nem que seja morta de amor.
Mas que seja eu. Só eu.
E que você possa contar a todos que me tem e que sou sua. E que você está completo assim.
Por que não posso te ligar, te abraçar, te sentir, todas as vezes que me deparo com o vazio?
Por que não posso despertar e, assim que abrir os olhos, te ver do meu lado, me dizendo: "Bom dia meu amor". E aí, eu te sorrio com o sorriso mais largo que eu posso te oferecer, te mostrando meu rosto cheio de amor e te entregando meu corpo cheio de ti.
Por quê?
Eu sei que HOJE, não.
Mas que ontem já te tive e que amanhã te terei.
Por isso, hoje, "te amo com a certeza de que irá voltar".
E quando amanhã chegar, e eu tiver de volta a outra parte de mim. Quando voltarmos então a ser um só, como pra mim, sempre foi.
Esteja preparado, pra acordar me ouvindo dizer, sem medo:
"Bom dia, M E U AMOR!"
Apesar de nunca ter vivido um e, mesmo com a minha armadura de garota bem resolvida, no fundo, bem fundo, sempre fui menina que espera na janela seu príncipe encantado. E você sabe bem.
No dia em que te vi, deixei de acreditar em amor à primeira.
Passei a viver um.
E como que em câmera lenta, vi seu rosto e seus olhos encontrarem os meus.
Não apenas vi. Senti.
E não apenas os olhos. O corpo inteiro.
Pernas tremendo, mãos suando e coração saindo pela boca, parecem irreais... Até o dia em que este é você.
Era eu.
Eu me vendo te olhar com cara de boba, enquanto você vinha na minha direção.
De repente, já estávamos frente a frente.
Éramos corpo e corpo. Uma única pulsação.
Qualquer música se tornaria um pequeno silêncio, perto do turbilhão que se fazia dentro do meu peito.
E você podia escutá-lo. VOCÊ podia.
E como num filme, pausado pelo telespectador, naquele momento tudo parou. VOCÊ me parou.
Triste dizer isso, mas às vezes tenho a sensação de que perdi o controle do meu próprio filme e que até hoje ele continua pausado.
Porque desde aquele segundo. Daquele primeiro segundo. Daquele olho no olho. Daquela anestesia geral que você me aplicou, sem pensar em qualquer efeito colateral que poderia me causar.
Desde então, minha vida mudou.
Mudou demais.
Acredite...
Ironias do destino. Taí outra coisa que a vida me mostrou ser verdade.
O nosso encontro e nosso tantos desencontros. Nossos acertos e distanciamentos. Nosso amor sempre proibido...
Quantas ironias do destino! Quantas lembranças...
Pra ser sincera, talvez o seu "não", fosse pra mim, menos doloroso que o seu "um dia". Porque o tempo passa, mas a esperança fica.
E dói demais. E você não sabe o quanto, quando ouço o seu "Eu te amo", sabendo que é um eu te amo de longe. Sabendo que é um "Eu te amo, mas não posso".
E ainda assim, mesmo com todas as nossas barreiras, continuo eu, como a menina da janela, te admirando de longe. E invejando todas as meninas que podem passar por você e te ver mais de perto.
E assim, te tenho do meu lado... Apenas em sonho. Sonho cruel.
Que me perturba.
Me perturba, como as noites. Todas as noites.
Em que, por mais que eu finja que tudo está bem e, por mais que eu tente me enganar dizendo que tudo já passou e que não te quero mais.
Mas nada adianta, porque os ventos que sopram na escuridão nunca amaram, e riem do meu sofrimento quando trazem à minha porta tuas lembranças.
Teu sorriso. Teu cheiro. Tua voz...
Como que debochando da minha fraqueza.
Me jogando na cara, que meu maior erro foi ter feito de mim e você, um só.
Quando você já sabia, mesmo que inconscientemente, que não seria possível existir um " a gente" sem distância. Sem sofrimento.
E sim, eu perdi um pedaço de mim, no momento em que me fiz "nós dois"
Boba eu.
Boba eu, com você do meu lado.
Boba eu, com você me fazendo as suas promessas impossíveis.
Boba eu, com seu amor, que não é meu.
Boba.
Mas como diz o ditado, "Quando a paixão entra pela porta, a razão sai pela janela".
E aí, eu continuo ali, feito boba, olhando a chuva que cai nas malditas noites vazias. Contando os segundos em eu vou sentir os teus braços me envolvendo, teu calor e teu beijo no pescoço. Teu corpo inteiro, pra me defender do meu medo do escuro.
Pra me tirar da tua ausência eterna.
Pra ouvir tua boca junto do meu ouvido, sussurrando meu nome e me dizendo estou segura, porque VOCÊ está ali.
Nesse momento, serei a mulher mais feliz do mundo.
Triste sonho meu...
Hoje, posso dizer que a 7 meses sinto falta.
Que a 7 meses te quero.
Que nunca vivi tanto amor e tanta dor em tão pouco tempo.
Hoje, já não procuro mais a minha felicidade em outros caras, porque sempre que procuro, procuro também teu sorriso.
Cansei.
Cansei de nunca te encontrar.
Cansei de esperar te ver em qualquer esquina. De deseja que a gente se esbarre por aí. De passar pelos nossos lugares, de ouvir nossas músicas, de lembrar do teu cheiro e saber que é só lembrança.
Cansei de te ter por alguns minutos e nunca mais.
Cansei de chorar pela tua falta.
Cansei de perceber que a minha alegria ou tristeza, já não dependem mais da minha vontade e sim, da sua.
Cansei de saber que as nossas vontades nunca são as mesmas.
Por isso, te olho, seguro o choro, e te sorrio com a cara da melhor garotinha que existe em mim.
Te digo que não quero mais. Que quero te evitar. Que não sinto mais nada.
Mas só meu coração sabe, o quanto é doloroso e sacrificante, te negar, te querendo.
Você implora que eu não vá embora.
Eu me faço de forte... Como sempre.
A gente se separa... Como sempre.
E mais uma vez, sufocamos o amor... Como sempre.
Por quê??? Por que sempre assim? Por que sempre o mais difícil?
Por que a gente não pode passar um dia inteiro juntos, uma noite olhando o céu e as estrelas - pra eu esquecer todas as mágoas que a lua já me trouxe - e sentindo um o outro.
Sendo felizes, só nós dois. Sem dever nada a ninguém. Sem precisar inventar desculpas. Sem mais enganos, sem mais lágrimas, sem mais dor. Só nós dois.
Por que não posso te visitar e te fazer uma surpresa de namorada?
Por que não posso olhar no abismo do teus olhos e me ver lá. Nem que seja morta de amor.
Mas que seja eu. Só eu.
E que você possa contar a todos que me tem e que sou sua. E que você está completo assim.
Por que não posso te ligar, te abraçar, te sentir, todas as vezes que me deparo com o vazio?
Por que não posso despertar e, assim que abrir os olhos, te ver do meu lado, me dizendo: "Bom dia meu amor". E aí, eu te sorrio com o sorriso mais largo que eu posso te oferecer, te mostrando meu rosto cheio de amor e te entregando meu corpo cheio de ti.
Por quê?
Eu sei que HOJE, não.
Mas que ontem já te tive e que amanhã te terei.
Por isso, hoje, "te amo com a certeza de que irá voltar".
E quando amanhã chegar, e eu tiver de volta a outra parte de mim. Quando voltarmos então a ser um só, como pra mim, sempre foi.
Esteja preparado, pra acordar me ouvindo dizer, sem medo:
"Bom dia, M E U AMOR!"
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Saudade
Nostalgia profunda.
Como se a felicidade fosse algo distante demais.
Chove lá fora.
Chove dentro de mim.
Te olho nos olhos e mascaro toda dor por de trás de um riso bobo, riso de quem não quer mostrar tristeza.
Sinto o vazio das lembranças
E as lembranças do meu vazio.
Do que nunca aconteceu, mas que me faz tanta falta.
É minha automutilação. E o pior é reconhecer, que sim, ela me reconforta.
Sinto saudade dos momentos nunca vividos.
Choro pelas promessas de amor que você jamais fez.
Sinto falta de tanta coisa que me falta.
Dói lembrar de você e da nossa história...
Que ainda não existem.
Como se a felicidade fosse algo distante demais.
Chove lá fora.
Chove dentro de mim.
Te olho nos olhos e mascaro toda dor por de trás de um riso bobo, riso de quem não quer mostrar tristeza.
Sinto o vazio das lembranças
E as lembranças do meu vazio.
Do que nunca aconteceu, mas que me faz tanta falta.
É minha automutilação. E o pior é reconhecer, que sim, ela me reconforta.
Sinto saudade dos momentos nunca vividos.
Choro pelas promessas de amor que você jamais fez.
Sinto falta de tanta coisa que me falta.
Dói lembrar de você e da nossa história...
Que ainda não existem.
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